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Quem é Lou Teasdale?

Estava perambulando por alguma Urban Outfitters quando vi o livro The Craft. Achei a capa absurda de linda e resolvi dar uma folheada. Escrito pela hair stylist inglesa Lou Teasdale, a proposta do livro é ensinar 25 truques de beleza alternativos - seja de cabelo, de unha ou até mesmo de bronzeamento.


Eu, que já tenho uma queda por livros de beleza, não tive dúvidas e o trouxe na hora para casa. Ele tem toda essa vibe "messy & cool" dos anos noventa, mostrando o passo-a-passo de como fazer em casa, por exemplo, dreadlocks falsos (tô louca pra fazer esse!), tranças com acessórios e cílios bem marcados que ela denomina de spider lashes. 

Boa parte do livro de 96 páginas é dedicado aos cabelos platinados e coloridos - ensinando truques para manter a coloração do platinado ou até mesmo combinações para encontrar a coloração desejada. A irmã gêmea de Lou, Sam Teasdale, é dona do salão de beleza  Bleach London, especializado em cabelos de colorações fortes como rosa, azul, roxo, laranja, etc. Aliás, esse ano saiu a linha de produtos do salão que conta com diversos tons de tinturas coloridas. 

Além dos tutoriais, Teasdale também investe em uma sessão com dicas básicas para quem deseja se tornar hair/beauty stylist. 


O design do livro também é outro elemento de babar! Fazendo jus ao nome do livro, a coisa é toda inspirada no trabalho manual: cheio de colagens, ilustrações, doodles e fotografias polaroids. Não vou mentir e confesso que foi até uma das principais razões para eu gostar tanto do livro! hahah e os adesivos na última página, claro!

A única parte que eu acredito não acrescentar muito é a sessão de tatuagens que contém apenas uma única entrevista de quatro perguntinhas com uma londrina fanática por tatugens. E nada mais! Poderia vir mais coisa né? Mas no geral achei o livro bem divertido.

exemplo de página do livro
Curiosa para saber mais sobre a autora, pesquisei e descobri que ela trabalha com o One Direction desde que participavam do x-factor e é super colada com Harry Styles . A moça já ganhou o carinho de algumas directioners e tem até uma fanbase - composta também por meninas que desejam trabalhar na mesma área que Louise (seu nome verdadeiro) ou por simples admiradoras de seu estilo. A quantidade de tumblrs em sua dedicação não é pouca! 


Ela mesma possui um tumblr - indicado para todas vocês que gostam de um visual mais alternativo e grunge. Siga Lou no instagram e no twitter! 

Leitura de férias: O Histórico Infame de Frankie Landau-Banks

"A arquitetura do pan-óptico de Bentham foi planejada para permitir que um vigia observasse todos os prisioneiros sem que eles soubessem se estavam ou não sendo vigiados - o que dava a eles a sensação de serem constantemente observados por um ser onisciente...Todo mundo no pan-óptico sabia que poderia estar sendo observado a qualquer momento; então, no fim das contas, só o mínimo de vigilância era necessário. O pan-óptico criaria um senso de paranoia tão profundo que seus habitantes se tornariam praticamente autônomos" página 56


Frankie Landau-Banks era uma menina de 15 anos comum ou quase isso. Vinha de uma família rica e tradicional - seu pai era um médico formado em Havard - e também superprotetora - todos a chamavam pelo apelido princesinha. Mas no verão algo mudou. Frankie cresceu. Uma criança magricela se transformou em uma adolescente, digamos, que não passa despercebida pelos rapazes. Sua mente também evoluiu e passou a indagar certos comportamentos e posturas até então considerados "naturais".



Após as férias de verão, estava de volta para seu segundo ano na Alabaster, uma das mais importantes high school dos Estados Unidos. Seria como o ano anterior: estudaria para as matérias letivas, participaria do Clube de Debates e dividiria a mesa do refeitório com sua amiga de quarto Trish. Se não fosse por Matthew Livingston, aluno do último ano e um dos caras mais populares do colégio, que a socorreu após cair de bicicleta...e acabou se tornando seu namorado!

Frankie se apaixona por ele, pelos amigos dele e toda a atmosfera que o rodeia, mas, por um lado, ela sabe que é considerada apenas um acessório que assim que entrar em desuso, não fará mais parte desse universo. E ela não aceita isso. Ela não quer ser um acessório e não entende porque deveria ser. Dessa forma, frankie começa a questionar, dentro do seu contexto, o papel da mulher e as diferenças entre gêneros. Ela não aguenta mais ser vista como uma garotinha indefesa, invisível, sensível, princesinha.


E. Lockhart
Ao mesmo tempo, na aula de Cidades, Arte e Protestos, estuda o conceito de pan-óptico e passa a incorporá-lo no ambiente da escola. Ali existem comportamentos aceitos como se fossem regras e que poucos alunos ousam em quebrar. Ela se pergunta o porquê.

As coisas ficam estranhas. Matthew recebe ligações de Alfa, seu melhor amigo, constantemente. Precisa estar com os garotos quase que o tempo inteiro. Eles guardam um segredo e frankie está disposta a descobrir. Ela quer entender porque está excluída dos programas e sempre em segundo lugar, então um belo dia, ela o segue e acaba descobrindo o que escondiam. Uma sociedade secreta em Alabaster exclusiva para homens: A Leal Ordem dos Bassês. Mas isso não é tão estranho para a menina. Seu pai fora membro e ela consequentemente já ouvira falar dele.

É a partir daí que ela começa a misturar um pouco as coisas. Querendo tornar-se parte da sociedade e mostrar que mulheres são tão inteligentes e poderosas quanto os homens, ela se desvia do foco e toma algumas atitudes imaturas - acreditando estar fazendo o certo e levantando questionamentos interessantes.

No geral, é um livro gostoso de ler. A escrita com várias falas ajuda o ritmo de leitura e você sempre quer ler mais para saber o que vai acontecer. Embora concordasse na maioria das vezes com os pensamentos de Frankie, achei o Matthew um fofo e ficava animada com cenas de romance entre os dois.

Gostei de ver temas sérios abordados pela autora E. Lockhart em um livro jovem de maneira direta mas também sútil . Outro aspecto que me agradou foi introduzir elementos tipicamente americanos como escolas em tempo integral, clubes e sociedades secretas de um jeito que sai um pouco do clichê. E fora isso, eu sempre gosto de livros com personagens de personalidade forte como a Frankie hahaha

Minha irmã me indicou o livro e confesso que não havia ficado muito interessada mesmo após ler algumas resenhas, mas dei um chance e adorei. Num futuro próximo, vou ler de novo!

Para mais informações sobre o livro clique aqui

Eleanor & Park

Rainbow Rowell escreve livros. Às vezes sobre adultos, às vezes sobre adolescentes. Mas sempre escreve sobre pessoas que falam muito e sobre pessoas que acham que estão estragando tudo. Pelo menos é isso que a autora norte-americana relata no seu site oficial.


Eleanor & Park foi o seu primeiro livro publicado no Brasil, em fevereiro desse ano pela editora Novo Século. A obra fez barulho lá fora e ganhou até uma resenha no The New York Times (clique no link para lê-la) escrita pelo John Green, consagrado escritor de livros young adults, como A culpa é das Estrelas. O autor comenta que nunca viu nada na vida parecido com o romance que Rowell escreveu. 
"Early in the novel, Park’s English teacher asks him why “Romeo and Juliet” has survived 400 years. With Eleanor looking on, Park says: “Because people want to remember what it’s like to be young? And in love?” After a moment, he adds, “Is that right?” It is. Eleanor & Park” reminded me not just what it’s like to be young and in love with a girl, but also what it’s like to be young and in love with a book."
Eleanor é ruiva e grande. Ela vê a si mesma como uma menina gorda - característica que chamou atenção dos leitores e virou até tópico de discussão no blog da autora. "O quão gorda Eleanor é? Isso cabe à imaginação do leitor" responde quando questionada. Só temos a certeza de que, sim, Eleanor é gorda. E se veste com roupas maiores do que seu tamanho pede, roupas de menino. O que, de maneira alguma, age como empecilho para que Park, um jovem metade coreano, metade americano, a deseje de todas as formas possíveis.



Mas o amor entre Park e Eleanor não acontece à primeira vista. Na realidade, ele demora a acontecer. Eleanor é novata na escola de Park. Ela teria sido expulsa de casa, por problemas com o padrasto - um cara abusivo e agressivo - e só retornaria um ano depois. Eles se conhecem logo no primeiro dia de aula: O único assento vazio no ônibus escolar se encontrava ao lado do de Park - que de ínicio manteve uma certa relutância para ceder o lugar para menina, mas assim o fez.

Não se falam no primeiro dia, nem no segundo, muito menos no terceiro. Park costuma ler histórias em quadrinhos no caminho da escola. Eleanor dá uma olhada nas histórias de vez em quando até que passa a lê-las junto com ele. Park começa a deixar alguns exemplares no banco da menina, que os leva para casa e os entrega no dia seguinte. Elas se falam. Eles conversam sobre música. Ele faz fitas (estamos no ano de 1986, o cd demoraria alguns anos para nascer) com as músicas que Eleanor gostaria de conhecer. Eles se apaixonam.


A partir daí, passamos a acompanhar o desenvolvimento do romance entre esses dois jovens e como eles reagem às emoções do primeiro amor.

O livro aborda muito mais que um amor que tinha tudo para dar errado, mas não dá. O livro fala sobre não se encaixar, sobre bullying, sobre agressão, sobre família, sobre desejos e dúvidas. É um livro gostoso de ler - eu terminei no mesmo dia em que comecei. Embora trate indiretamente de assuntos densos, a narrativa é leve; o final, que deveria ser trágico, me fez rir.


Pra mim, o mais bacana do livro é que ele foge do convencional. Primeiramente, pelas personagens principais que são um pouco incomuns nos livros juvenis: uma ruiva grandalhona e um asiático meio bronzeado que não são populares e não se importam em ser. Em segundo lugar, porque não fala de um primeiro amor perfeito, mas sim, de um primeiro amor marcante e cheio de conturbações (como costuma ser na vida real). Um amor que não acontece logo de cara, um amor não idealizado, que não surgiu a partir de grandes expectativas. Terceiro, por mostrar uma realidade diferente da minha: a família de Eleanor é extramente podre e frágil - mas, aparentemente, a menina carrega no peito toda a força que falta no resto da família. Personalidade forte mesmo.

Fiquei feliz de descobrir que a produtora DreamWorks comprou os direitos da obra para transformá-la em filme. Felizmente o roteiro será escrito pela própria Rainbow Rowell, porém issó só acontecerá em 2015. A autora andará bastante ocupada com outros projetos até o final desse ano. Nos resta esperar pacientemente alguns anos para ver essa história tomar as telas de cinema.

OBS.: Fazendo algumas pesquisas na internet, percebi que muitas pessoas estavam reclamando da revisão brasileira. Elas afirmam que o livro está cheio de palavras incorretas. Embora eu não tenha percebido - sou meio lerda - achei importante divulgar isso aqui.

Você já leu? O que achou da história?

Fotos: Tumblr e Pinterest

A febre de John Green

No jornalismo, principalmente fora do Brasil, como nos EUA e Inglaterra, existem as chamadas matérias de "human interest". Na tradução literal para o português, interesses humanos são reportagens que apresentam histórias de cunho emotivo - aquelas com as quais o leitor se relaciona de maneira direta. São matérias feitas justamente e somente para emocionar quem as lê.

Se A Culpa é das Estrelas fosse uma obra jornalística, com certeza seria de human interest: o autor quer tocar cada alma viva que se dispõe a saber da história que ele oferece. Hazel Grace Lancaster sofre de câncer terminal e se prepara para morte que pode vir a qualquer momento. Nós já ouvimos e vimos algumas histórias, ficcionais ou não, sobre a doença por aí e, com certeza, nos entristecemos em todas elas. As histórias sobre câncer são como a doença em si: vão, aos poucos, tomando conta de todo nosso corpo.


Todos nós vamos morrer um dia. Talvez um dia estaremos no portão de nosso apartamento e um ladrão roubará nossas vidas por um celular, talvez estaremos dormindo e o fluxo de sangue que segue para o nosso coração seja bloqueado. Talvez. Não sabemos. A morte assusta, primeiro, pelo motivo óbvio do desconhecimento. Nós tememos o desconhecido. Segundo, porque não sabemos quando ela vem. E por fim, porque é inevitável.

Talvez, o que torna os pacientes de câncer (como de muitas outras doenças crônicas) um ser incrível, e também emocionante, é que eles aprendem a conviver com a dor - física e psicológica. O câncer é quase uma metáfora da vida: uma batalha diária para ser um sobrevivente.

Logo, é muito fácil fazer-se emocionar com uma história sobre câncer. E assim John Green o faz. Mas A culpa é das Estrelas não é apenas sobre câncer nem apenas sobre o amor: O seu maior legado é falar sobre as pessoas que tocam nossas vidas. 



Todos nós estamos em constante dinâmica com outras pessoas. Conhecemos pessoas novas e deixamos que algumas delas mudem nossa forma de ver o mundo. Nós escolhemos quem vai nos ferir, como diria Augustus Waters - par romântico de Hazel, a protagonista da história. E por essas pessoas sentimos o maior e melhor tipo de afeição, o amor.


Qualquer pessoa consegue se relacionar com a obra pois todos nós compartilhamos o medo de perder alguém amado. Nós, assim como Hazel (que viaja até a Holanda para descobrir a sequência do seu livro favorito), queremos saber o que acontece quando um livro acaba. E o livro, nesse caso, pode ser tanto a nossa vida quanto a dos outros.

A Culpa é das Estrelas é um filme¹ lindo e, propositalmente, emotivo. Ele encanta e diverte os seus espectadores com a leveza de Gus e sábia frieza de Hazel. Não é um filme que eu veria muitas vezes - ele machuca e causa aquela sensação ruim de choro preso na garganta. Contudo, assisti-lo uma vez foi suficiente para entender o motivo de seu sucesso.

1: Falo do filme porque não li o livro.

Queria salientar que as interpretações estão incríveis. Shailene Woodley, que dá vida à Hazel, sambou na cara da sociedade, tornando quase impossível lembrar que alguns anos atrás interpretou a teenage mom mais querida da televisão (sdds a vida secreta de uma adolescente americana). Além das atuações, o que também me chamou atenção foi a trilha sonora:

Quase gritei no cinema quando essa música tocou. Jake Bugg <3 

The Radio Dept - Strange Things Will Happen. Achei fofa.

Fotos: Tumblr

Vamos falar sobre: Confissões de Adolescente

Confissões de Adolescente foi para as salas de cinema em janeiro desse ano. O livro de Maria Mariana já tinha virado uma série nos anos 90 (com a escritora interpretando o papel de Diana e Débora Secco sendo a irmã caçula mlk sk8tista), além de ter sido adaptada para o teatro. Pois bem, como eu nem tinha nascido quando a série era transmitida na TV Cultura (sou de 1995 hehe) e nunca tive acesso à peça, nem ao livro, esse foi meu primeiro contato com a história das quatro irmãs, filhas de pai viúvo, que estão passando por diferentes fases da adolescência/juventude.

Sem saber do que o filme se tratava ao certo, fui com três das minha melhores amigas assisti-lô. Resultado: a gente acabou chorando horrores (depois de ter sorrido feito loucas, é claro) e saímos da sala de cinema se amando mais que nunca. Eu, que sou apaixonada por filmes adolescentes brasileiros, elegi esse o melhor de todos os tempos e mostro aqui pra vocês por quê:



1) Você REALMENTE se identifica com as personagens
As meninas passam por situações que muitas de nós (se você for menina, fica mais fácil ainda de conseguir se relacionar, mas isso não impede que um cara também se relacione) já passaram: o nervosismo antes do primeiro beijo, o romance no escurinho do cinema, chegar atrasada na escola e ter que esperar a segunda aula começar para poder ir pra sala, a brincadeira de verdade ou consequência, a primeira transa, a dúvida da sexualidade, a incerteza sobre qual faculdade cursar, a primeira entrevista de estágio, sair da casa dos pais, enfrentar o término de um namoro longo e até mesmo ficar toda suja porque a menstruação desceu (deal with it, boys).
O mais legal é que cada personagem (sejam as irmãs Tina, Bianca, Alice e Karina ou os seus amigos) enfrenta alguma dessas situações, o que ajuda a trama não ficar sobrecarregada. A atuação do elenco também ajuda a manter a naturalidade. O diretor teve uma sacada genial de mostrar as meninas assim como elas vieram ao mundo, nuas e cruas, em algumas cenas, como, por exemplo, a transa da Alice e do Marcelo (o namorado dela). Não faria sentido nenhum a menina ficar de sutiã - como acontece em MUITOS FILMES. Tipo...eles estão transando.


2) É super atual
O facebook é super presente no filme. Como falar de uma geração digital sem falar do facebook? Complicado. Mas ainda bem que o Daniel Filho e toda sua produção perceberam a importância dessa rede social pros jovens atuais. Eles, inclusive, sacaram que namoro só é namoro quando o fulano atualiza seu status para "em um relacionamento sério" no facebook. Obrigada por isso.



"Às vezes me pergunto quantas confissões já foram escritas e apagadas nesses campos em branco do facebook. Quantas declarações diretas de amor já foram substituídas pelo ctrl + v da letra de uma música, na esperança de que aquela pessoa, e apenas aquela pessoa, entenda o que você tá sentindo"

3) Sina é a música tema
Por favor, Djavan é vida. Eu amo e até mesmo quem não é muito chegado vai adorar ouvir essa música na voz da Sophia Abrahão. Ela arrasa.


Então façam um favor pra vocês mesmos e assistam o filme que já saiu em DVD.





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