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Série: DoAmor

No geral, eu sempre gostei do cinema brasileiro. Acredito que por retratar a sociedade da qual participo, a identificação com os personagens costuma acontecer sem grandes esforços:  na fala, nos gestos, nos costumes... Por outro lado, eu nunca prestei muita atenção em produções nacionais senão os filmes. Eu nunca consegui acompanhar novelas e as únicas séries que assisti após a infância foram Maysa e Aline, ambas da rede Globo.

Até que conheci a série Do Amor, transmitida em duas temporadas no Multishow entre 2013 e 2014, que logo se transformou em uma das minhas favoritas.


A atriz Maria Flor dá vida a fotógrafa Lulu, protagonista da série, que vive um lindo romance com professor universitário Pio, interpretado por Armando Babaioff. Após se cruzarem pela esquinas do Rio de Janeiro, sem imaginar que iriam se encontrar novamente, eles acabam por se conhecer em uma festa junina, na qual iniciam sua história juntos. 

Paralelamente ao enredo principal, somos apresentados aos amigos do casal. Eva, melhor amiga de Lulu, é uma sedutora que não quer saber de apegos. Lena e Tomás, melhores amigos de pio, são namorados há oito anos, mas um deles parece não estar tão comprometido assim com o relacionamento. Barbára é uma aluna apaixonada por Pio. Por fim, temos Lucas, publicitário moderninho, que será motivo de discussões de Lulu e Pio. 



No primeiro episódio, vemos o início e o fim da relação, que será detalhada em outros 12 episódios. O enredo é trabalhado de maneira tão natural que poderia estar falando da nossa vida ou da vida de alguém próximo. E é exatamente isso que torna Do Amor tão bacana: retrata situações do dia-a-dia sem muito alvoroço, mas, por outro lado, se mostra como uma verdadeira fonte de inspiração: o cenário, o figurino, a maquiagem, a trilha sonora. Todos os detalhes são pensados harmoniosamente para fazer da série um capricho só. 



Mais uma série "gente como a gente" que traz poesia para falar do sentimento mais universal do mundo. Rápida, cada episódio leva aproximadamente vinte minutos, ela é uma ótima indicação para quem gosta de celebrar o amor do jeitinho que ele é: espontâneo, devastador e único. Afinal, embora partilhem semelhanças, nenhum romance é igual ao outro. 

Você pode conferir as temporadas na íntegra no Multishow Play ou vimeo da produtora Fina Flor Filmes. Infelizmente, por não alcançar a média de público esperada pelo canal, a série foi cancelada. 

onze dias de sumiço e três dicas

Antes eu tinha a viagem, agora eu não tenho nada além da falta de inspiração para justificar minha ausência nesse blog. Porém, querendo tirar proveito até dos meus dias de recesso, resolvi contar um pouco para vocês sobre o que andei fazendo nesses onze dias em que não escrevi nada por aqui:

Conheci a banda HAIM 




Já percebia que vários conhecidos e amigos andavam compartilhando vídeos, músicas, fotos ou comentários sobre as três irmãs da califórnia Danielle, Este (apelido para Esternely) e Alana Haim, que haviam lançado seu primeiro disco em 2013. Vez ou outra chegava a escutar algo, mas sem dar muita atenção. Até que o itunes colocou o disco Days Are Gone em promoção e eu resolvi comprá-lo para saber o que elas tinham de tão especial. E fala sério, por que eu demorei tanto para entender? Todas as faixas do albúm são boas. Um pop agradável e longe, na minha humilde opinião, de ser aquela coisa "chiclete". Além disso, elas transmitem personalidade e seguram muito bem o visual rocker! Danielle, vocalista e guitarrista, por sua vez, já havia trabalhado para Jenny Lewis e Julian Casablanca, tocando em suas turnês.

Ontem saiu o clipe do novo single da banda My Song 5, uma das minha favoritas. Dá uma conferida:



Assisti Orange is The New Black

Quem me segue no twitter não deve ter me aguentado nessa última semana! O que eu comentei sobre OITNB não foi pouco. Sério! Outra febre que eu me arrependi de não ter começado a acompanhar antes. Em menos de duas semanas assisti às duas temporadas já lançadas e estou desesperada pela terceira! A série mostra o dia a dia de uma prisão feminina e, de maneira cômica (sem deixar de ser dramática), apresenta mulheres super impactantes e muito engraçadas! Com suas características peculiares, todas acabam nos envolvendo na trama. Acessem à Netflix e comecem a ver a-go-ra! Para você ter uma noção: a série está concorrendo em 12 categorias do Emmy desse ano. A atriz Uzo Abuda que interpreta a Crazy Eyes já levou o Emmy de melhor atriz convidada no evento Creative Arts Emmy, realizado uma semana antes da premiação principal e focado na entrega dos prêmios de categorias técnicas e participações especiais.


Viajei pro Rio de Janeiro

Dessa vez passei menos tempo que de costume, mas sabem como é né? Rio é sempre Rio! Como o clima estava friozinho e chuvoso, não rolou visitar alguma praia mais afastada da cidade, como a Prainha ou Grumari, que eu morro de desejo de conhecer! Mas o sol apareceu por algumas horas no domingo e consegui aproveitar um pouquinho Ipanema! No sábado, fomos para CAVE onde aconteceu o Heavy Baile, uma festa que mistura o funk com o hip hop. Bem legal, se vocês tiverem a oportunidade de ir, eu aconselho!

A febre de John Green

No jornalismo, principalmente fora do Brasil, como nos EUA e Inglaterra, existem as chamadas matérias de "human interest". Na tradução literal para o português, interesses humanos são reportagens que apresentam histórias de cunho emotivo - aquelas com as quais o leitor se relaciona de maneira direta. São matérias feitas justamente e somente para emocionar quem as lê.

Se A Culpa é das Estrelas fosse uma obra jornalística, com certeza seria de human interest: o autor quer tocar cada alma viva que se dispõe a saber da história que ele oferece. Hazel Grace Lancaster sofre de câncer terminal e se prepara para morte que pode vir a qualquer momento. Nós já ouvimos e vimos algumas histórias, ficcionais ou não, sobre a doença por aí e, com certeza, nos entristecemos em todas elas. As histórias sobre câncer são como a doença em si: vão, aos poucos, tomando conta de todo nosso corpo.


Todos nós vamos morrer um dia. Talvez um dia estaremos no portão de nosso apartamento e um ladrão roubará nossas vidas por um celular, talvez estaremos dormindo e o fluxo de sangue que segue para o nosso coração seja bloqueado. Talvez. Não sabemos. A morte assusta, primeiro, pelo motivo óbvio do desconhecimento. Nós tememos o desconhecido. Segundo, porque não sabemos quando ela vem. E por fim, porque é inevitável.

Talvez, o que torna os pacientes de câncer (como de muitas outras doenças crônicas) um ser incrível, e também emocionante, é que eles aprendem a conviver com a dor - física e psicológica. O câncer é quase uma metáfora da vida: uma batalha diária para ser um sobrevivente.

Logo, é muito fácil fazer-se emocionar com uma história sobre câncer. E assim John Green o faz. Mas A culpa é das Estrelas não é apenas sobre câncer nem apenas sobre o amor: O seu maior legado é falar sobre as pessoas que tocam nossas vidas. 



Todos nós estamos em constante dinâmica com outras pessoas. Conhecemos pessoas novas e deixamos que algumas delas mudem nossa forma de ver o mundo. Nós escolhemos quem vai nos ferir, como diria Augustus Waters - par romântico de Hazel, a protagonista da história. E por essas pessoas sentimos o maior e melhor tipo de afeição, o amor.


Qualquer pessoa consegue se relacionar com a obra pois todos nós compartilhamos o medo de perder alguém amado. Nós, assim como Hazel (que viaja até a Holanda para descobrir a sequência do seu livro favorito), queremos saber o que acontece quando um livro acaba. E o livro, nesse caso, pode ser tanto a nossa vida quanto a dos outros.

A Culpa é das Estrelas é um filme¹ lindo e, propositalmente, emotivo. Ele encanta e diverte os seus espectadores com a leveza de Gus e sábia frieza de Hazel. Não é um filme que eu veria muitas vezes - ele machuca e causa aquela sensação ruim de choro preso na garganta. Contudo, assisti-lo uma vez foi suficiente para entender o motivo de seu sucesso.

1: Falo do filme porque não li o livro.

Queria salientar que as interpretações estão incríveis. Shailene Woodley, que dá vida à Hazel, sambou na cara da sociedade, tornando quase impossível lembrar que alguns anos atrás interpretou a teenage mom mais querida da televisão (sdds a vida secreta de uma adolescente americana). Além das atuações, o que também me chamou atenção foi a trilha sonora:

Quase gritei no cinema quando essa música tocou. Jake Bugg <3 

The Radio Dept - Strange Things Will Happen. Achei fofa.

Fotos: Tumblr

Vamos falar sobre: Confissões de Adolescente

Confissões de Adolescente foi para as salas de cinema em janeiro desse ano. O livro de Maria Mariana já tinha virado uma série nos anos 90 (com a escritora interpretando o papel de Diana e Débora Secco sendo a irmã caçula mlk sk8tista), além de ter sido adaptada para o teatro. Pois bem, como eu nem tinha nascido quando a série era transmitida na TV Cultura (sou de 1995 hehe) e nunca tive acesso à peça, nem ao livro, esse foi meu primeiro contato com a história das quatro irmãs, filhas de pai viúvo, que estão passando por diferentes fases da adolescência/juventude.

Sem saber do que o filme se tratava ao certo, fui com três das minha melhores amigas assisti-lô. Resultado: a gente acabou chorando horrores (depois de ter sorrido feito loucas, é claro) e saímos da sala de cinema se amando mais que nunca. Eu, que sou apaixonada por filmes adolescentes brasileiros, elegi esse o melhor de todos os tempos e mostro aqui pra vocês por quê:



1) Você REALMENTE se identifica com as personagens
As meninas passam por situações que muitas de nós (se você for menina, fica mais fácil ainda de conseguir se relacionar, mas isso não impede que um cara também se relacione) já passaram: o nervosismo antes do primeiro beijo, o romance no escurinho do cinema, chegar atrasada na escola e ter que esperar a segunda aula começar para poder ir pra sala, a brincadeira de verdade ou consequência, a primeira transa, a dúvida da sexualidade, a incerteza sobre qual faculdade cursar, a primeira entrevista de estágio, sair da casa dos pais, enfrentar o término de um namoro longo e até mesmo ficar toda suja porque a menstruação desceu (deal with it, boys).
O mais legal é que cada personagem (sejam as irmãs Tina, Bianca, Alice e Karina ou os seus amigos) enfrenta alguma dessas situações, o que ajuda a trama não ficar sobrecarregada. A atuação do elenco também ajuda a manter a naturalidade. O diretor teve uma sacada genial de mostrar as meninas assim como elas vieram ao mundo, nuas e cruas, em algumas cenas, como, por exemplo, a transa da Alice e do Marcelo (o namorado dela). Não faria sentido nenhum a menina ficar de sutiã - como acontece em MUITOS FILMES. Tipo...eles estão transando.


2) É super atual
O facebook é super presente no filme. Como falar de uma geração digital sem falar do facebook? Complicado. Mas ainda bem que o Daniel Filho e toda sua produção perceberam a importância dessa rede social pros jovens atuais. Eles, inclusive, sacaram que namoro só é namoro quando o fulano atualiza seu status para "em um relacionamento sério" no facebook. Obrigada por isso.



"Às vezes me pergunto quantas confissões já foram escritas e apagadas nesses campos em branco do facebook. Quantas declarações diretas de amor já foram substituídas pelo ctrl + v da letra de uma música, na esperança de que aquela pessoa, e apenas aquela pessoa, entenda o que você tá sentindo"

3) Sina é a música tema
Por favor, Djavan é vida. Eu amo e até mesmo quem não é muito chegado vai adorar ouvir essa música na voz da Sophia Abrahão. Ela arrasa.


Então façam um favor pra vocês mesmos e assistam o filme que já saiu em DVD.





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