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Quando eu voltar às ruas... vou de blazer!

Quando quarentena acabar, eu vou querer testar novos lookinhos. E, na quarentena, resolvi estudar melhor a estética que me fascina, que faz os meus olhos brilharem. Nas minhas pastas de Pinterest, percebi pontos de semelhança entre as últimas imagens que salvei – e aqui compartilho os tais pontos com vocês: 

Cropped com terninho


Produções com cropped são um pouco dúbias para mim: eu a-m-o como o resultado em outras pessoas, mas sempre me sinto estranha quando tento, desconfortável. Vamos ver se com um terninho de sobreposição eu não me acanho?

Blazer de couro


Aqui não é um modo de usar, mas um possível novo investimento; uma tendência que eu estou amando. Vou tentar caçar em algum brechó. O melhor é que ele faz as vezes de um casaco (olha aí KJ na combinação de blazer + cropped), mas também de uma blusa, como vemos no look acima, na qual a peça é combinada com uma calça flare.



Blazer oversized



Se existe  algum denominador comum nas minhas inspirações, este seria o blazer. Ele é peça-chave, como vemos nessa lista, em grande parte das produções que me atraíram. Os de cores terrosas (creme, areia etc.) lideram minhas referências e estou cogitando em adicionar um terno completo desta tonalidade à minha coleção. Enquanto isso, vou pensando em combinações com o blazer xadrez que  tenho desta coloração. Posso usá-lo como uma calça social amarrada na barra com uma sandália de tiras, assim como com botas longas. Com uma blusa de gola alta, com uma regata de tom semelhante ou até sem nenhum blusa, apenas um sutiã. 




3 maneiras descoladas de usar vestido no inverno


O vestido é uma das peças mais práticas para se ter no armário. Afinal, é só colocá-lo no corpo e, tchanrã, você está prontíssima para encarar o dia, né? Mas olha só: a peça única também é muito versátil. Apesar de ser associada ao verão, ela pode ser uma boa pedida para turbinar o look de inverno. Pensando nisso, nós ensinamos três maneiras fáceis e criativas de usar o vestido nos dias em que a temperatura está lá embaixo. Olha só:


Para começar, que tal investir na combinação de camisa de manga longa + vestidinho? A dica é colocar a blusa por debaixo do vestido – e se for um slip dress, o look ainda ganha todo um mood anos 90. Para adicionar mais quentura à produção, vale pensar em tecidos grossos – tanto para a a blusa quanto para o vestido – e também em detalhes interessantes, como uma gola alta. 



A nossa segunda dica é só um pouquinho diferente da primeira: em vez de colocar a blusa por debaixo do vestido, ela fica por cima. Dessa forma, o vestido ganha ares de saia e se transforma em uma peça completamente diferente. Vale colocar um blusão, como um suéter ou um tricô, ou até mesmo um moletom, criando um visual mais despojado e esportivo. Finalize com um tênis e você está pronta!


Por fim, a nossa última dica para garantir que o look de vestido também renda no inverno é apostar em um bota poderosa, de preferência as de cano alto, como o modelo acima da Hailey Bieber. Para deixar a produção ainda mais potente para os dias frios, vale investir também em uma meia calça – aí vale abusar da criatividade e investir em opções ~diferentonas˜, como as coloridas (olha esta vinho da Kendall Jenner abaixo), estampadas ou no estilo arrastão. 



girl crush: Kourtney Kardashian

Um dos meus hobbies favoritos há anos é ficar bisbilhotando o estilo das celebridades. O costume começou quando eu era pré-adolescente, aos 13 anos mais ou menos, e vive firme e forte até hoje. Se antes eu ficava horas em fóruns de moda, como o Fashion Spot, atualmente eu perco mais minutos do que eu gostaria no Pinterest e Instagram.

Fotos: @kourtneypictures, @kourtneyperfection, @kourtneylovely

Uma das pessoas que mais gosto de pesquisar? Kourtney Kardashian. Minha musa Kim K que me perdoe, mas o o estilo da irmã mais velha do clã é meu favorito! Kourt carrega uma vibe que é o meu grande ~sonho de princesa~: descolado e chiquezão, tudo ao mesmo tempo.

E se eu já curtia as roupas da época da Monica Rose, ex-stylist da família, hoje eu passo mal com os visuais criados pela Dani Michelle, a atual stylist de Kourtney.




Como boa taurina, eu amo um look clássico e confortável e, por isso, jeans e camiseta é uma combinação de sucesso para mim. E o truque da rainha das comidas-sem-glúten (ela é súper fitness e natureba, gente) é apostar em modelagens de calça jeans que fogem do padrão coladinho do skinny.  Kourtney prefere optar por modelos mais folgados, dos oversized aos mais ajustados, como o cigarette.


Para deixar o look jeans mais impactante, ela investe em sapatos poderosos: seja uma sandália de salto alto ou uma bota mais impactante. Bolsas são outros acessórios-chave utilizados pela primogênita de Kris Jenner: as versões mini e as com logomarca estão entre as prediletas, assim como mochilinhas.




Mas nem só de jeans vive a pessoa, né, gente? Ela varia o denim com calças de diferentes tecidos e texturas: couro, vinil, de alfaiataria e por aí vai. Eu pessoalmente amo quando ela aparece com um visual mais pesadão. Acho chique.





Por esse mesmo motivo, minhas produções favoritas dela são as que ela investe nesse vibe egdy de coolest-girl-in-the-block dos pés à cabeça. Como lidar com o look abaixo, inteirinho de couro? Okurrrr.


E você? Curte o estilo da Kourt K? 

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como usar moletom, de acordo com Gigi Hadid

Uma das minhas metas para este ano é investir de verdade no meu visual. Eu sempre desejei me vestir como as pessoas que me inspiraram, mas nunca percebi que para isso eu precisaria me esforçar. E me esforçar literalmente: treinar, entrar em ação e não (só) ficar no Pinterest desejando a vibe de outras pessoas. Eu preciso trabalhar com as ferramentas que eu tenho – e elas são as roupas que já estão no meu armário. 

Umas das formas mais fáceis de incrementar um visual é apostando em sobreposições. Infelizmente, pelo clima brasileiro, é um pouco difícil fazer isso sempre, mas com a chegada do inverno, fica mais fácil. E como eu amo muito ~meu~ Pinterest, não abri mão do site e pesquisei por lá maneiras para sobrepor uma das minhas peças favoritas da estação: moletom! 



Não existe nada, na-da, que eu ache mais fácil nos dias de preguiça que jogar um conjuntinho de moletom. Só que eu odeio ficar com cara de desleixada. E convenhamos, sem make e cabelo de celeb (um cabelo ou penteado maravilhoso muda tudo, vai?), ficar com cara de louca é muito fácil.  Mas uma das formas de reverter isso é apostando em uma peça mais ~social~ ou estruturada. Olha só como o casacão longo foge do look street.


Na verdade, qualquer peça que fuja do tema esportivo, típico do moletom, já dá uma quebrada e ajuda para não ficarmos com cara de louca. Eu sempre fico com cara de louca quando visto um conjunto de moletom – ainda passo longe de ficar que nem a Gigi, por exemplo. A modelo apostou em um coturno pesadão e uma bolsa pequenininha e estruturada, que embora pareça um detalhe pífio, faz, sim, uma diferença. Uma bolsa mais molenga, digamos, deixaria o look mais casual.

Outro truque que parece besta, mas muda muita coisa: deixar o tornozelo (ou até mais) à mostra. Perceba que quase nenhuma celeb (a.k.a pessoas que trabalham o tempo todo ao lado de stylists) usa uma calça que vai até o finzinho da perna, cobrindo o tornozelo. Além disso, todos os conjuntos são sempre muito bem ajustados ao corpo: larguinhos, mas na medida.



Eu não sei nem explicar o quão perfeitamente ajustado esse look acima está, menina! *suspiros* Além disso, Gigi acertou muito ao combinar cores complementares, no caso o verde militar e o vinho arroxeado. E até o make tá na vibe! A bomber estruturadinha deixa tudo ainda mais "no lugar". PS.: Percebeu onde acaba a barra da calça? ;)



Outro truque é inverter a ordem: colocar um moletom do meio de outro conjuntinho, tipo jeans com jeans. Eu adoro o de cima já que ela troca a calça, muito utilizada no inverno, pela combinação de short + bota de cano alto. 



Em outro momento, quando ela optou pela calça para um look jeans com jeans (dessa vez, com tingimento preto), Gigi apostou em um outro truque para deixar a produção mais ~tchã~: dobrando as mangas da jaqueta jeans, deixando parte das mangas do moletom aparecendo.



Em cima, falei como vale apostar em peças de outro estilo para turbinar o look moletom. Seguindo a mesma lógica, dá para apostar no moletom como a peça de quebra. No look acima, por exemplo, tudo estava bem modernete: calça de couro, casaco de pelinhos, bota pesada, aí a blusa de moletom veio por baixo, acrescentando algo mais esportivo e casual.




Por fim, dois looks para ficar de inspiração, já que são peças bem mais difíceis de já termos no armário. Por que não sair da caixinha e investir na combinação do moletom com uma peça mais molenga, de tecidos leves tipo uma calça estilo pijama? Ou então investir ($$$) em um conjuntinho de moletom com uma modelagem diferente, menos esportiva? Boa opção para sair do óbvio. 

Como lidar melhor com o guarda-roupa gera mais felicidade?

Há um tempo venho falando aqui no Processando sobre como podemos lidar melhor com o nosso guarda-roupa, de modo que ele possa gerar felicidade em vez de angústia. Afinal, quem nunca pensou que não tinha nada para vestir mesmo com o armário lotado de roupas? Ou quem nunca sentiu um certo tédio, cansando da própria imagem? Esse não é apenas um assunto que me instiga bastante, como também um processo pelo qual estou passando (estou até fazendo uma consultoria de imagem e estilo, miga, olha aí no vídeo abaixo <3).




Se você acompanhou as minhas últimas publicações, você já deve saber que acredito que o primeiro passo para trabalharmos melhor com o nosso guarda-roupa é refletir sobre quem somos e como vivemos. Refletir de verdade, com carinho e profundidade. Saia do automático e tire um tempo para fazer algumas indagações importantes: Como lido com minha imagem? Como me sinto em relação a ela? Como posso melhorar? E quais são os aspectos que já gosto? Como gasto meu tempo? Gasto meu tempo fazendo coisas que são importantes para mim e que me preenchem?

Neste post, compartilhei dicas de perguntas e exercícios para que você entre em contato com você mesma. Todas perguntas, claro, levando em consideração aspectos que serão importantes para o tema que tratamos aqui: roupa e auto-imagem. 

Com as respostas anotadas (indico fortemente que você não deixe todas essas reflexões apenas ~voando~ pela sua cabeça, afinal nossa mente já lida com tantas informações no dia a dia…), será mais fácil identificar alguns dos grandes problemas do seu guarda-roupa. Se você perceber com as atividades e reflexões que é uma pessoa que prioriza conforto, você entenderá por que acaba não escolhendo aquela calça só um pouquinho mais apertadinha na cintura ou aquela blusa com alças que vivem caindo dos ombros para sair de casa (olá, essa sou eu!). Ou se você é uma pessoa que curte chamar atenção, talvez seja por isso que uma roupa muito conservadora não faça você feliz. 

Também conseguimos identificar problemas de guarda-roupa ao fazer uma análise da nossa rotina. Às vezes, temos muitas roupas de balada quando na verdade só saímos duas vezes por semana à noite –  e olhe lá. Ou, quem sabe, temos muito pares de sapatos com salto quando pegamos ônibus e metrô quase todos os dias da semana e, assim, precisamos andar bastante (e até correr para não perder o busão, né, miga?)

Parece mágica, mas esses são os (primeiros) resultados da simples ação de tirar um tempo para pensarmos em nós e na nossa vida. Por isso, entre outros motivos, acredito que roupa não é futilidade. Ja-mais! Cada roupa que temos acompanha uma sensação, um desejo e, algumas delas, até lembranças. De alguma forma, cada peça que colocamos para dentro do nosso guarda-roupa diz algo sobre nós – até mesmo as compras impulsivas. 

A questão é pensar no por quê compramos. Como imaginei usar essa compra impulsiva? Às vezes, quando me faço esse pergunta percebo que imaginei combinar essa nova aquisição com várias outras roupas que eu nem tenho! "Nossa, isso ficaria lindo com uma bota marrom de cano e uma saia... Mas, calma, eu não tenho nada disso". Aí é foda, né?

Não seria mais legal colocarmos para dentro apenas algo que realmente complemente a gente, que reflita quem somos e tenha sentido na vida que levamos?

Assim, a gente consegue levantar, colocar uma roupa e se sentir linda sem grandes esforços. Com essa sensação gostosa de bem-estar, o dia vai rolar mais leve. Em médio prazo, a vida vai rolar mais leve. Sentiremos que estamos mais abertas para o mundo. E como se isso já não fosse algo maravilhoso, conhecer melhor nossa personalidade, estilo de vida e preferências ainda traz outro benefício: dinheiro poupado, afinal, faremos compras mais espertas e CONSCIENTES, no significado mais puro que essa palavra pode ter. 

E aí? Já fez as reflexões? Não? Faça que em breve ensino como você pode seguir nessa jornada em busca de um guarda-roupa amigo e não inimigo. Mas até lá quero que você já tenha as respostas de quem você é e do que você gosta (e o porquê) na ponta da língua. 

Mas e quem sou eu?

Já contei que eu acredito que o primeiro passo para ficarmos mais felizes com o guarda-roupa que temos (ou construir o que queremos) é entender quem a gente é. E isso não é lá tão fácil, né? No entanto, para o finalidade que temos aqui, podemos deixar "de lado" questionamentos mais profundos e filosóficos e focar em questões mais práticas. Coloquei entre as aspas porque acho que profundidade é importante e, por isso, sempre vale dar atenção para esses questionamentos profundos, mas sem pirar, sem deixar que te atrapalhe ou até mesmo paralise.

No processo de consultoria, um dos primeiros passos é a aplicação de um questionário e de atividades com imagens. Essas ferramentas são MUITO importantes para que a consultora consiga entender quem a cliente é, quais são as insatisfações e os desejos dela, por exemplo, para que assim ela monte um plano de ação, que será uma espécie de ~guia de estilo~ da cliente.

O mais legal? Você não precisa passar (e pagar $$$) por uma consultoria para ter acesso a um questionário desses. As meninas do Oficina de Estilo, por exemplo, propõem questionamentos interessantes (que geralmente aparecem nos questionários das consultoras) no livro Vista Quem Você É, já recomendado aqui várias vezes. Outra opção é seguir as dicas que vou dar aqui nesse post, feito especialmente para que você comece essa jornada (life-changing) de otimização do guarda-roupa e estilo pessoal!

"Style dos not come to you until you pay attention to it"

"Finding my own style was about accepting and liking myself"

Um aspecto que temos que manjar pra lá de bem se quisermos lidar melhor com o nosso guarda-roupa é a nossa personalidade. Afinal, nossa personalidade é base do nosso estilo, se o entendermos, em parte, como as nossas escolhas, as nossas atrações: os filmes que queremos ver, as celebridades que babamos os estilos, as risadas que contagiam a gente. Por isso, questione-se: "O que me atraí?". Se parece difícil, comece pelo contrário: "O que me repele?". Mas estilo, como podemos imaginar, não é só isso. Estilo é a gente em forma de símbolos, que aparecem tanto no nosso visual/aparência quanto nas nossas atitudes. Para trazer isso ao mundo da moda, vale responder estas perguntas:

- O que eu já gosto em como me visto?
- O que gostaria de melhorar?
- O que procuro sentir ao me vestir?
- E o que sinto ao me vestir atualmente?
- Como gostaria que as pessoas me percebessem pelo meu visual?
- Quem são meus ícones de estilo? Por que? O que me atraí neles?
- Qual tipo de roupa jamais me imagino usando?
- Quais peças do meu guarda-roupa mais uso? Por que?
- Quais menos uso? Por que?

Outro aspecto é perceber como realmente é o nosso estilo de vida. Aqui nós precisamos observar detalhadamente nossa rotina, miga. Quantas horas por dia você passa trabalhando? Onde trabalha? Quantas horas de lazer? Para onde gosta de sair? Balada, barzinho ou parques? Quantas vezes por semana? Quanto tempo você passa em casa? Entender como você organiza a rotina é crucial para a organização do guarda-roupa. A idéia é que quanto mais tempo você gasta em uma atividade específica, mais valor ela terá no armário. Ou seja: se você passa mais tempo por semana no trabalho do que na balada, é mais FUNCIONAL ter mais roupas de trabalho do que roupa com brilho para curtir a night, sacou?

O maluco é que ao percebermos como nossa rotina está dividida podemos verificar se estamos investindo e gastando energia em atividades que são importantes para gente. E isso pode transformar bastante nossa vida, né? Trazer mais felicidade <3

"If you got personal style, you can change your look from day to day and always look like yourself"


Antes de responder essas perguntas, eu acho interessante seguir uma proposta do livro The Curated Closet: durante duas semanas, tire fotos das roupas que você usar (até mesmo das que você usar para ficar em casa!). Após esse período, faça uma análise das fotos e responda não só as questões que já coloquei aqui, como também estas abaixo:

- Qual look usado nessas duas semanas é o seu favorito? Como você se sentiu ao usá-lo? E qual o menos favorito? Por que?
- Em uma escala de um 1-10, o quão feliz você ficou com as roupas que vestiu?
- Que cores e silhuetas/caimentos você mais usou?
- Você percebeu alguma espécie de "fórmula" para montar as combinações de roupas?


Reconhecendo o nosso estilo, ficamos mais empoderadas. Reconhecemos quem somos, quais coisas são importantes para gente e começamos a fazer decisões mais inteligentes – não só em relação ao guarda-roupa, mas à vida em geral, ao trabalho, às relações. Em um mundo cheio de must-haves, isso é dar poder às nossas escolhas, sim. Afinal, recebemos muitos estímulos durante o dia e entender bem quem somos é o antídoto perfeito para não ir na maré de t-o-d-o-s esses estímulos, apenas aos que combinam com a gente. Dessa forma, o estilo é mais sobre se encontrar, do que ser ROTULADA. Você não precisa se encaixar no boho, no rocker, no blogueira, você "só" precisa ser você.

Para finalizar, trago um trecho incrível do Vista Quem Você É: "Individualizar o estilo visual é nadar contra a maré de que todo mundo precisa se vestir igual para se encaixar".

Se encontre e seja feliz, mana <3


Afinal, o que é estilo próprio? Isso existe?


Estilo próprio: taí uma expressão que não é estranha, né? Ao mesmo tempo, muitas pessoas podem dizer que “nunca viram, nem comeram, só ouviram falar”, como diria nosso amigo Zeca (péssima trocadilho, desculpa).

A gente costuma escutar vez ou outra que moda não deveria ser entendida como uma futilidade, afinal, ela é uma forma de expressão.  A gente se comunica através das roupas. Mas, calma. Vamos parar e refletir, você realmente consegue captar as pessoas pelo que elas vestem? Você olha para alguém que seja no cotidiano e entende um pouquinho mais dela pelo visual?

Eu acredito que, sim, a moda é um meio de comunicação – e um meio impactante e poderoso. Mas eu não acho que todo mundo fale por meio dela. Por alguns motivos que já discuti aqui no blog:  nós fazemos compras em busca de um prazer imediato; achamos que mais é mais (mais roupa, mais opção, mais chance de sermos bem sucedidas nessa busca eterna para sermos a “nossa melhor versão”); nós não relacionamos as roupas que compramos com quem somos e com nossas verdadeiras vontades e desejos. Às vezes compramos uma roupa porque “o preço tá valendo”. Só que no fim esse “achado” vai para o nosso guarda-roupa e fica parado, assim como tantas outras roupas.

O resultado? Nós ficamos com um guarda-roupa abarrotado de “possibilidades” que mais atrapalham que ajudam. De tanta coisa, a gente não consegue mais ver. E acabamos optando sempre pelas mesmas peças. Quem nunca passou por essa situação? Isso, no entanto, é ótimo para a indústria que alcançou o objetivo dela: vender, vender, vender. Afinal, esse é o objetivo de qualquer indústria, né? A indústria da moda é só mais uma de tantas, vale lembrar. 

fashion, i am not your bitch. sorry, not sorry.

Nesse cenário, a moda como expressão da nossa personalidade acaba não existindo. Essa frase e suas variantes (moda como identidade, por exemplo) ficam vazias, sem significando. E em alguns casos é até mesmo usada para atrair ainda mais o consumidor. O slogan "moda é expressão" pode até mesmo justificar os gastos que você faz com roupas, sapatos e acessórios: “Ora, qual é o problema de gastar com isso? Moda não é fútil, moda é expressão”. Ou em um exemplo mais simples e cotidiano: quem nunca comprou uma revista ou olhou um vídeo no Youtube buscando dicas para encontrar o próprio estilo? Ao fazer isso, esquecemos de algo importante: estilo é muito mais sobre o interno que o externo.

Quem não quer usar a moda para mostrar quem é, certo? É mais autêntico! Só que nesse cenário que vivemos, como podemos fazer isso? Isso sempre foi algo que me perguntei bastante e que sempre procurei entender e confesso que ainda estou no processo de compreensão. Muitas perguntas rodavam pela minha cabeça: “se moda é liberdade e expressão, por que a gente se esforça para se vestir de uma determina maneira?”; “existe mesmo uma mensagem no que vestimos?”.


Confesso que pensei que não acharia uma solução para esses enigmas. Moda era alienação e pronto. Eu teria que aceitar e viver com isso, já que eu continuava gostando tanto de moda mesmo assim.

imagem: google/keep it social

Mas então veio o curso de consultoria e o livro Vista Quem Você É, das meninas do Oficina de Estilo. Entendi que as roupas poderiam ser expressão se eu parasse de tentar entender como a moda poderia ser comunicação e focasse em outra questão/ponto de vista: como EU poderia me comunicar pela moda? E esse é o processo que vivo agora.

Enfatizo ontem, hoje e sempre: para a gente tentar entender melhor o mundo, vale olharmos para nós mesmas!

Então, sim, moda pode ser comunicação pessoal, mas para isso eu preciso me entender antes. Afinal,  para quê vou ficar obcecada no ato de vestir/utilizar as roupas, se eu não sei nem como eu quero as utilizar? Aqui, vale também fazer as perguntinhas que citei na publicação anterior.

E estilo próprio existe, sim! Porque estilo não é só roupa. É também a decoração da nossa casa, os filmes que assistimos, os quadros que amamos, as imagens que impactam a gente e tantas outras coisas. Em um sentindo mais profundo, estilo são as escolhas que fazemos, como falou a Cris Zanetti em entrevista à Marie Claire.

Então, você entende direito por que você faz as escolhas que faz? :p
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